Portos comemoram resultados
e investem em novos projetos
Os portos de paranaenses de Paranagua e Antonina experimentaram no ano passado um crescimento de 35% no movimento de cargas. Foram movimentadas 28,8 milhões de toneladas contra 21,3 milhões de toneladas no ano anterior. O resultado deve-se ao crescimento na movimentação de granéis sólidos (grãos, açúcar e fertilizantes). O movimento dessas cargas cresceu 50% em 2001 em relação ao ano anterior, atingindo as 20,7 milhões de tonelados entre importação e exportação. Em 2000, o movimento nesse segmento ficou em 13,9 milhões de toneladas. Na carga geral (café, madeira, algodão, couro, congelados, arroz, papel e celulose), o crescimento foi menor (16,5%), porém acima do experimentado pela segmento de contêineres: 11,58%. Foram embarcadas e desembarcadas 281.941 TEUs (unidade de contêiner equivalente a 20 pés) contra 252.679 TEUs movimentados no ano anterior.
Uma surpresa se verificou nas exportações de veículos: no porto ela cresceu 32%. Em 2001 o porto de Paranaguá embarcou 59.176 veículos contra 44.793 unidades no ano anterior.
Segundo o superintendente da administração portuária, Osmris Stenghel Guimarães, 2001 foi um ano excepcional para Antonina e Paranaguá. "Fatores econômicos, como o aumento na demanda por diversos produtos exportados pelo estado do Paraná possibilitaram esse incremento de cargas", disse, exemplificando o caso do milho, que foi muito procurado pelo mercado europeu para a fabricação de ração animal. Outros fatores que contribuiram para o resultado de Paranaguá foi a implantação de um pólo automotivo no Paraná, o que transformou
o porto em uma das principais plataformas para o embarque de veículs do Mercosul. No caso de Antonina, o crescimento foi uma decorrência do incremento na movimentação de cargas no terminal da Ponta de Félix. De 248 mil toneladas movimentadas em 2000, o porto atingiu no ano passado um volume de 538 mil toneladas, representando um aumento de 116%.

São Francisco do Sul ganha terminal para 2 milhões/t

Um terminal com capacidade para movimentar anualmente mais de 2 milhões de toneladas. É o que vai ganhar o porto catarinense de São Francisco do Sul. O projeto do Terlogs Terminal Marítimo será desenvolvido pela concessionária ALL (América Latina Logística) e a empresa Sogo Southtrading, que possui clientes no exterior exportadores de insumos para o Brasil. Ele vai exigir investimentos de R$ 30 milhões e deverá entrar em operação em setembro próximo.
Segundo a concessionária, com a implantação do terminal, o objetivo é atender a demanda de exportação e exportação via transporte marítimo, abrindo uma nova alternativa para o escoamento de fertilizantes e produtos agrícolas como trigo, soja e outros grãos. O porto de São Francisco movimentou no ano passado 4,7 milhões de toneladas e o novo terminal vai possibilitar o aumento desse volume em cerca de 50%. A carga a ser movimentada no terminal chegará ao porto por meio da ferrovia. Só a Sogo pretende utilizar a ferrovia para
escoar cerca de um milhão de toneladas por meio do novo terminal.
Tanques para suco - Se o porto catarinense se prepara para aumentar a movimentação em até 50% a partir do novo terminal, o de Rio Grande (RS) cede suas instalações para a construção de tanques armazenadores de suco de laranja, destinados à exportação. Cinco de um total de 11 tanques já foram embarcados para os Estados Unidos e, a partir de fevereiro, será feito o embarque de mais quatro unidades, desta vez para a Inglaterra. O embarque para os Estados Unidos foi feito em navio construído especialmente para cargas diferenciadas, o Daniela, de bandeira holandesa e exigiu o trabalho de 22 operários.
As unidades são construídas nas instalações portuárias porque as dimensões delas não permitem o transporte por via rodoviária. Fabricados em aço inox, no canteiro montado no Porto Novo, com área de 2,5 mil metros quadrados, os tanques têm 14 metros de diâmetro e 18 metros de altura, com capacidade para armazenar até 2,8 mil toneladas de líquido. A construção dos tanques nas instalações portuárias foi uma iniciativa da Ziemann Liess (de Canoas), empresa responsável pela importação dos equipamentos necessários para a fabricação deles, em parceria com a superintendência do porto e a operadora portuária Sampaio Nickhorn. Para Valter Macedo, diretor-superintendente do porto, a nova atividade industrial em Rio Grande o credencia como o porto do Mercosul, em função da vocação e capacidade de trabalho voltados para o sistema draw-back.